Aneurisma – Como é realizado o tratamento?

O tratamento dos aneurismas abdominais vai depender de seu tamanho e localização, pois o tamanho é o principal fator de risco associado à ruptura, complicação mais temível. Assim, estes aneurismas podem ser divididos pelo tamanho (diâmetro) e risco anual de ruptura da seguinte forma:
  • Aneurismas pequenos – menos de 3,4 cm – risco de ruptura próximo a 0%
  • Aneurismas médios – entre 3,5 e 5,0 cm – risco de ruptura entre 0,5 e 5%
  • Aneurismas grandes – entre 5,0 e 6,9 cm – risco de ruptura entre 10 e 20%
  • Aneurismas gigantes – maiores do que 7,0 cm – risco de ruptura entre 20 e 40%

O tratamento indicado é a cirurgia, preferencialmente endovascular, nos aneurismas abdominais com mais de 5,0 cm nas mulheres e 5,5 cm nos homens.

Este tratamento é eficiente na prevenção das complicações citadas anteriormente. Nos aneurismas pequenos e médios está indicado o tratamento conservador, com controle dos fatores de risco e realização periódica do EcoDoppler para identificar possível crescimento dos mesmos. É comum que os pacientes fiquem assustados após o diagnóstico de aneurisma de aorta, pensando que estão com uma “bomba relógio”. Esta preocupação pode gerar queda importante da qualidade de vida, evitando a realização de diversas atividades por medo de ruptura. Não há motivo para isto, pois nos aneurismas grandes e gigantes o tratamento endovascular tem apresentado excelentes resultados, com baixa taxa de mortalidade e índice de complicações; enquanto que nos aneurismas pequenos e médios, sem crescimento progressivo, o risco de ruptura é muito baixo. Portanto, em resumo, algumas orientações devem ficar bem claras para a população:
  • Realização de check up da aorta abdominal, quando indicado;
  • Em caso de dor abdominal ou lombar aguda e de forte intensidade, procurar atendimento médico de emergência;
  • Após o diagnóstico de aneurisma de aorta, realizar tratamento cirúrgico quando indicado ou acompanhamento médico regular, com realização de EcoDoppler;
  • O diagnóstico desta doença não é motivo para queda na qualidade de vida;
  • O médico mais habilitado para acompanhamento e tratamento desta doença é o cirurgião vascular.
Dr Marcio Filippo