Trombose, mulheres e gravidez

Trombose venosa profunda e as mulheres

A trombose venosa profunda é definida como a formação de trombos (coágulos) no interior das veias, principalmente nos membros inferiores, levando à obstrução do fluxo sanguíneo.

As principais consequências desta doenças são as alterações circulatórias locais, que causam principalmente dor e inchaço nos membros e a o risco de tromboembolismo pulmonar.

O tromboembolismo pulmonar acontece quando um fragmento do coágulo se desprende da veia, caindo na circulação e indo se alojar na artéria pulmonar. Este quadro é bastante grave, podendo levar ao óbito. Os principais sintomas desta condição são: tosse, dor torácica, palpitações e “falta de ar”.

Esta doença é mais comum nos homens do que nas mulheres (relação de 1,2/1,0), porém na idade reprodutiva ela é muito mais comum nas mulheres do que nos homens (relação de 2 a 3/1), principalmente nas idades mais jovens.

Por que esta diferença?

A principal explicação está no estrogênio.

Este hormônio possui características específicas que levam à maior tendência de formação de trombos – diminui a quantidade de algumas proteínas anticoagulantes (antitrombina III) e aumenta a quantidade de algumas proteínas coagulantes (fatores 2,7,9,10 e plasminogênio) no sangue.

Então o estrogênio é ruim?

Não, o estrogênio não é só ruim. Ele confere proteção à doenças relacionadas à ateroesclerose, principalmente o infarto. Além de ser fundamental para a gravidez, desejada em algum momento da vida pela grande maioria das mulheres.

Mas uma das grandes revoluções femininas foi a capacidade de planejamento familiar, ou seja, o uso de métodos contraceptivos.

E o principal deles é a pílula anticoncepcional, que contém estrogênio na sua grande maioria.

O uso de anticoncepcionais é um dos grandes responsáveis pela maior incidência de trombose venosa nas mulheres em idade reprodutiva!!!

O terceiro motivo é a própria gravidez.

A gravidez e o puerpério (período após o parto) apresenta elevada incidência de trombose, também devido à maior concentração de estrogênio no organismo da mulher gravida.